O país do estupro. A República Democrática do Congo carrega este triste título há bastante tempo, resultado de duas grandes guerras civis e de conflitos étnicos que parecem não terem fim.
A estimativa é que um terço das meninas e mulheres congolesas já sofreram algum tipo de violência sexual. E é nesta realidade absurda que Denis Mukwege escolheu ser médico ginecologista. Em um hospital simples no interior do Congo, ele operou e cuidou de milhares de mulheres vítimas deste tipo de violência ainda tão brutalmente comum em diversos lugares do mundo.
Hoje, com o trabalho já reconhecido, Mukwege virou um porta voz contra a impunidade dos estupros coletivos com duras críticas ao governo congolês e a outros países que não adotam medidas para impedir o uso da violência sexual contra as mulheres como estratégia e arma de guerra.
Por isso acho louvável que o Prêmio Nobel da Paz deste ano tenha sido concedido a Denis Mukwege e a Nadia Murad, iraquiana que teve coragem de relatar o seu sofrimento e de outras mulheres nas mãos do Estado Islâmico. Afinal, reconhecer pessoas que lutam por esta causa da violência contra a mulher é uma forma de dar repercussão a esta bandeira tão importante para a humanidade.

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