Em março deste ano, o Greenpeace divulgou um relatório bombástico sobre projetos de manejo florestal da Amazônia. O estudo mostrou que dois terços dos planos de manejo de ipê do Pará têm indícios de fraudes.
E agora uma pesquisa da USP amplia a denúncia e mostra que estas pilantragens envolvendo licenciamento ambiental podem ser ainda maiores.
Segundo o estudo são fartos os indícios de que diversas espécies valiosas de madeira amazônica vêm sendo superestimadas para gerar créditos falsos de movimentação de madeira, uma prática que recebe o nome de “árvores imaginárias”.
A prática criminosa é assustadoramente simples. Os pilantras apresentam planos inventando um número maior de árvores do que realmente existe nas áreas que pretende explorar. Com isso, conseguem a liberação para corte de muito mais espécies do que seria sustentável. E o pior é que esta madeira acaba vendida com selo ecológico.
A denúncia do Greenpeace e esta pesquisa da USP mostram o tamanho do problema, mas também apontam soluções. A principal delas é exigir que os governos façam do licenciamento um processo realmente sério e transparente.

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