A cidade de Matinhos receberá um grande empreendimento comercial. Uma iniciativa que irá gerar riqueza e empregos na cidade.
É mais ou menos assim que qualquer prefeitura, em qualquer lugar do Brasil divulgaria uma notícia do tipo.
O problema é que, no caso de Matinhos, o tal grandioso empreendimento escolheu uma área de preservação ambiental para se instalar.
Aí a prefeitura apresentou um projeto de lei modificando o Plano Diretor da cidade para permitir a construção da loja transformando uma área de Mata Atlântica em zona comercial. E tem mais, queria aprovar tudo a toque de caixa na câmara municipal. Fora a convocação às pressas de uma audiência pública para discutir o assunto, com 48 horas de prazo, quando a legislação estabelece 15 dias de intervalo.
Mas aí veio a mobilização da sociedade que se aliou ao Ministério Público para brecar o projeto. O MP avisou o município que não é contra o empreendimento, mas que ele pode ser construído em outros lugares que não detonem um ecossistema já tão fragilizado como é a Mata Atlântica brasileira.
E assim, vemos mais uma pequena vitória da mobilização em prol da preservação da natureza contra aqueles que ainda pensam que tudo é possível quando se tem uma caneta na mão e um punhado de dinheiro na outra.

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