De um lado pessoas com deficiência que querem ter acesso a conteúdos audiovisuais e culturais.
De outro lado, redes de TV, cinemas e produtores culturais.
Entre eles uma batalha em curso no Brasil há anos, e que ganhou novidades nos últimos meses.
Estou falando da exigência legal existente desde 2011 de que canais de TV e salas de cinema ofereçam conteúdos adaptados a cegos e surdos.
A reclamação dos movimentos de pessoas com deficiência é que, depois deste tempo todo, a lei não é cumprida por muitos. E que as empresas de mídia estão ignorando um público cada vez maior e mais participativo economicamente.
A reclamação das redes de TV e cinema é que a lei gera custos altos para beneficiar uma minoria.
A novidade nesta história é uma medida provisória editada este ano pelo governo que regulamenta o assunto, e define as multas e punições a quem não cumpre a lei. Uma ação que está provocando rebuliço no mercado audiovisual.
As pessoas com deficiência no Brasil conseguiram conquistas importantes nas últimas décadas. Mas muitos achavam que esta batalha com as poderosas redes de mídia e TV seria grande demais para eles.
Depois de mais esta vitória o recado parece claro. Eles não querem só comida, mas também diversão e arte.

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