No último mês de setembro a Polícia Federal cumpriu mandato para a condução coercitiva do homem que é considerado o maior traficante de animais silvestres do Brasil.
Poderia ser uma boa notícia, mas não é.
É que esta é a décima quarta vez que o criminoso em questão, Valdivino Honório de Jesus, é preso ou autuado por crime ambiental.
Além disso, em 20 anos comprando e vendendo animais silvestres no mercado ilegal, ele já acumula milhões de reais em multas. E tem mais, o pilantra é funcionário público e trabalha na Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado da Paraíba.
Os crimes de Valdivino já foram até tema de reportagem do Fantástico. Ano passado, na décima terceira vez que foi pego pela polícia, ele carregava no porta malas do carro 1.000 pássaros transportados ilegalmente.
Casos como o de Valdivino Jesus só são possíveis pela fragilidade das punições relacionadas a crimes ambientais no Brasil. Para delitos como este envolvendo tráfico de animais a pena é de prisão de seis meses a um ano. Acontece que em todos os casos a justiça não prende ninguém e apenas converte a punição em multa. E assim, safados como Valdivino seguem a solta por aí cometendo os mesmos crimes e devendo milhões de reais aos cofres públicos.

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