Entre 2011 e 2016 as multas por crimes ambientais no Brasil chegaram a R$ 23 bilhões, segundo um levantamento do jornal O Estado de São Paulo.
Desta grana toda, o que foi efetivamente pago não chega a 3%. Uma realidade que parece não ter solução, já que há casos de multas que tramitam há 15 anos na justiça.
Agora, o Ibama, que é o órgão do governo responsável pela aplicação das multas, propõe uma mudança radical na forma como a coisa é feita hoje.
A ideia é que as multas financeiras dadas a empresas que cometem crimes ambientais sejam trocadas pela participação em programas de recuperação ambiental, as chamadas compensações.
O ponto polêmico nesta proposta é que empresas que aderissem a esta nova regra teriam desconto de até 60% nas punições que receberam.
A expectativa é que a qualquer momento o governo publique um decreto oficializando esta proposta.
Acho que medidas assim, que premiam os devedores, podem até parecer boas no curto prazo, mas quando são isoladas apenas incentivam a impunidade.
O que precisamos de verdade aqui no Brasil é de uma política ambiental séria, com respeito as leis e rigor nas punições.

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